sábado, 27 de março de 2010

Oficina avaliativa e entrega dos certificados aos professores cursistas com a presença do secretário de educação municipal Jorge Alberto Lopes Jardim, professor coordenador Kim Amaral Buena, professora formadora Oniva Marques Florisbal

Entrega dos Certificados



Relatórios Gestar II - 6º ao 19º encontro

6º encontro – 10/7/09 – TP4

Oficina 7 - Unidade 13 e 14

Todos os materiais de leitura enquanto linguagem transmitem modelos de vida, através dos quais o indivíduo aprende a desenvolver-se como membro de uma sociedade e a adotar sua cultura, seus modos de pensar e agir, suas crenças e seus valores.”

(Halliday, 1982)

No 6º encontro foi abordado o estudo da Unidade 13 e 14 da TP4. Os Professores Cursistas foram recebidos com música ambiente e foi passado no datashow a mensagem “Sonhar”.

Neste encontro foi tratado sobre os Processos de Leitura e Escrita e Processos de Leitura. Foi discutido sobre o Letramento que entrou recentemente para os estudos sobre a linguagem onde o mesmo considera tanto a escrita como a leitura como práticas sociais. Houve discussão sobre o assunto e para alguns professores o termo “Letramento” era novo, chegou-se então a conclusão que leitura e escrita são a base para todo ensino a partir de textos.

Foi apresentado no datashow slides “Letramento – Hora de Refletir” e foi organizado duplas para um momento de Estudo onde foi respondido algumas questões e após os Professores Cursistas expuseram seus pensamentos acerca do assunto.

Foi ilustrado esse estudo com o slide “Letramento” e visto questões da escrita e suas consequências: Culturais, Sociais, Políticas, Econômicas, Cognitivas, Psíquicas e Linguísticas nas quais alteram o estado ou a condição do indivíduo e a leitura do livro “Zoom” e após discussão sobre a Organização e Utilização da Escrita e as suas Diferentes Funções nas situações sócio comunicativas e ainda questões referentes a cultura letrada.

Dentro da Diversidade Cultural foi desenvolvida nesta Unidade estudo referente a Cultura, Diversidade e Conflitos.

Fizemos um estudo bem detalhado de cada Seção lendo depoimentos como de Patativa de Assaré, Paulo Freire, Biografias, textos e sugestões de Avançando na Prática para enriquecimento do trabalho a ser desenvolvido após com o aluno.

Na Socialização do Avançando na Prática os trabalhos foram bem diversificados como Convite de Aniversário da Escola a partir de uma figura de palhaços; comparações com livro de Medicina, Calendário Escolar, Carta, uso da Internet; foi trabalhado leitura de imagens engajando-se no Projeto Trânsito da Escola na elaboração de painéis com os sinais e análise e conhecimento dos mesmos; com o texto Cidadezinha qualquer usou-se o Laboratório de Informática para pesquisa sobre o autor Carlos Drumond de Andrade, relacionando época , socialização sobre a realidade com o título “Cidadezinha qualquer” onde os alunos escreveram um texto ou poesia onde colocaram a sua vivência, alguns escrevendo coisas bem pessoais. Outro Professor usou o mesmo texto mas direcionando á “Cidade dos Sonhos” onde os alunos de escola do interior escreveram uma cidade com brinquedos dos sonhos e desenharam os mesmos. Alguns ainda aproveitaram as Festas Juninas que estavam ocorrendo para trabalharem aspectos da cultura, relação com o passado, comidas típicas, vestes, relacionando com a Festa do Padroeiro de nossa cidade que é São João Batista e culminaram com banca de comida típica na festa da Escola.

7º Encontro - 17/7/09

2ª Oficina livre


O absurdo da escola tradicional é que se escreve nada para ninguém.

Todo o esforço que a escola tradicional pede à criança é o de aprender a escrever para demonstrar que sabe escrever.”

(Tonucci, 1977)

Esta Oficina livre teve início com uma mensagem no datashow “Com Carinho” de Titãs e uma retomada sobre o Letramento onde foi passado o slide “Letramento e Alfabetização” finalizando com discussão sobre o mesmo sanando dúvidas sobre o assunto.

Foi realizado um Amigo Secreto entre Professora Coordenadora e Professores Cursistas onde cada um recebeu dois papéis com nomes de animais por exemplo: “Eu sou leão” e após “Meu amigo é urso” onde foi feita a revelação com troca de mensagem, os professores cursistas gostaram da atividade que pode ser aplicada em sala de aula.

Para o próximo encontro algumas combinações foram feitas como o estudo da Unidade 15 e 16, a aplicação de um Avançando na Prática, entrega do Relatório de Intervenção e trazer o AAA3 do aluno.

Neste momento foi assistido o filme “Narradores de Javé”. Após o filme foi seguido um roteiro de questionamentos e os Professores Cursistas colocaram suas impressões sobre a história, a cultura do povo, a localização da cidade, como as pessoas viviam, as histórias que contavam e não eram escritas e foi anotado falas significativas dos personagens como: “...depois de velha aprendeu a ler”, “Eu não sou das letras, posso contá um causo...”, “Vamos nós mesmo escrevê...”, “...dossiê – juntada na escrita”, “lápis – ele aceita o nosso pensamento”; o que nos deu suporte para uma reflexão acerca da Cultura, Dialeto e Língua sendo uma ferramenta útil aos docentes como conteúdo a ser valorizado em sala de aula.

Foi realizada uma avaliação dos encontros proporcionados onde os Professores Cursistas consideraram todo o material muito rico e estão incentivados na elaboração e organização de materiais diversos sobre Gêneros para o uso em suas aulas, a prática proposta pelo Gestar II em Língua Portuguesa está abrindo novos caminhos para que o professor ajude o aluno a aproveitar todas as alternativas de Comunicação de que possam dispor e em Projetos Didáticos que demandem a Leitura e Produção de textos pelos educandos.


8º encontro – 28/8/09 – TP4

Oficina 8 – Unidade 15 e 16

Todos os falantes têm uma representação do que se escreve e do que não se escreve, das formas de expressão e da organização que deve ou não ter a linguagem escrita”

(Ana Teberosky, 1991)

A partir da representação inicial que aborda a frase acima que o educando se aproxima dos textos escritos para extrair suas peculiaridades específicas em uma perspectiva mais técnica.

Iniciando este encontro foi transmitida no datashow a mensagem com slides “Falar com Deus”, música de Roberto Carlos. Devido o Recesso Escolar ocorrido em final de julho e em agosto as aulas serem interrompidas por 15 dias por causa da Gripe A H1N1 que se instalou em nosso Estado o Curso também foi interrompido. No primeiro momento foi realizada a entrega dos Relatórios de Intervenção e a Socialização do Avançando na Prática no qual os Professores Cursistas utilizaram o assunto da Gripe A em materiais escritos, meios de comunicação, panfletos, consulta em internet, organizaram murais através de desenhos e alertas sobre o perigo da Gripe A, leituras e um trabalho constante de higienização das mãos, classes, cadeiras, trincos das portas, mantiveram as salas abertas para arejar, entre outros, o que muito contribuiu para que nos meios escolares não tivesse casos graves de gripe com nenhum educando, observando-se somente algum repouso de alunos que apresentaram sintomas equivalentes ao da Gripe A.

Foi trabalhado ainda no Avançando na Prática escrita de diários, fechamento de histórias, leituras, fizeram relatos de rotinas onde o professor com sua rotina incentivou os alunos a escreverem pois de início eles colocavam três ou quatro itens como rotina e puderam ampliar seu trabalho com criatividade. Consideraram as atividades muito produtivas pois produzir um texto escrito equivale a decidir o que vai escrever, qual a forma adequada de fazê-lo, tentar uma primeira vez, lê-lo, corrigi-lo, reescrevê-lo, reorganizar o conteúdo e a forma e melhorar cada vez mais a escrita.

Com a inclusão nas aulas do assunto Gripe A, refletiu-se que um Planejamento não é rígido e imóvel, o Planejamento é flexível que seguramente será modificado e enriquecido ao ser posto em prática, mas que funcionará como organizador prévio da tarefa e como fio condutor durante sua execução.

O estudo das Unidades 15 e 16 foi ilustrado com o slide “Ensino da Escrita” onde aborda uma conversa sobre a Produção Escrita na escola, a competência textual na escrita, etapas, concepções, procedimentos, o que escrever, para quem escrever envolvendo um mergulho no texto com questionamentos por que e para que perguntar, como chegar à estrutura do texto, objetivo de ler para aprender, dentro da Produção Textual refletiu-se sobre crenças, teorias e fazeres, o ensino da escrita como prática comunicativa e a escrita e seu desenvolvimento comunicativo.

Foi realizada uma Avaliação da 1ª etapa do Programa com a pergunta: “Para mim a 1ª etapa do Gestar II foi...”, os Professores Cursistas colocaram que apesar de estar sendo muito corrido para os estudos, a aplicação do trabalho com os alunos, os encontros e todo o seu planejamento diário, estão considerando satisfatório, uma aprendizagem muito significativa sobre Gêneros, Letramento, Leitura, Produção de Texto, entre outros e mais a troca de experiência com os demais Colegas de Curso tem sido aberto um leque de novas possibilidades em sala de aula.

9º encontro – 04/9/09 – TP5

Oficina 9 – Unidade 17 e 18

Dando início a este encontro foi transmitida no datashow a mensagem “Depois de algum tempo” de Sheakespeare e em seguida foi dada orientações mais precisas sobre o Projeto onde os Professores Cursistas receberam um resumo e explicação dos tópicos a serem abordados no planejamento como: elaboração de um “plano geral” onde deve constar o tema do Projeto, a série em que realizar-se-á, a data de início e a duração aproximada, os materiais que se estima serem empregados e uma síntese das etapas previstas para a sua realização. No desenvolvimento do Projeto colocar dados relevantes com relação a materiais, textos utilizados, o que se quer produzir, situação comunicativa em que se insere o texto (autor, leitor, objetivo), temas que serão abordados na linguística textual, gramática, ortografia, pontuação..., conteúdo de outras áreas incluído, exercícios ou atividades selecionadas que se queira realizar com respeito ao tema mencionado.

Foi realizada entrega dos Relatórios da Intervenção referente a Unidade 17 e 18 e feita a Socialização onde os Professores Cursistas colocaram que na Escola emerge uma fase de questionários onde foi elaborado junto com os alunos perguntas para que os demais colegas respondessem, alguns textos trabalhados para incentivo à produção do aluno o objetivo não foi alcançado pois eles fogem do assunto em questão. Foi aproveitado o momento da Semana da Pátria para trabalhar com o Hino Nacional onde apresentou-se dificuldades pois os alunos não conhecem o vocabulário do Hino, foi usado o dicionário para sanar dúvidas e ampliar o vocabulário. Neste Avançando na Prática o trabalho realizado com os alunos foram bem diversificados com o uso de quebra-cabeça, tira de jornal, trabalho em grupo, história em quadrinho onde se notou dificuldades do aluno no texto descritivo, os mesmos não conseguem fazer uma observação mais profunda, com barreiras de ir além do que está explícito. Houve trabalhos questionadores como falariam com uma pessoa mais velha e com uma mais nova, entre outros.

Em texto comentado e poético, os alunos participaram da atividade e produziram textos muito bons. Foi trabalhado Descritores em cima do anúncio “Procura-se” e os alunos precisaram de atenção para as respostas conforme as perguntas elaboradas pelo professor,precisaram voltar e buscar informações. Percebeu-se nesta reflexão a dificuldade e também o avanço dos alunos na leitura, interpretação de ideias e produção textual.

Iniciou-se o estudo do dia com a apresentação do slide “Estilística” com diferença entre Estilística e Gramática e reflexão entre Coesão e Coerência.

Prosseguindo o encontro, foi realizado comentário das Unidades 17 e 18 com Eixo Temático “Mídia de Comunicação de Massa e Tecnologia” e “Meio Ambiente” com ênfase a Estilística, disciplina ligada a Linguística onde o objeto de estudo é o estilo que é uma expressão de uma experiência individual e também conjunto de características comuns aos autores de um dado período (estilo de época), foi visto os Níveis dentro da Estilística e aprofundado o Tema Coesão e Coerência.

10º encontro – 11/9/09

3ª Oficina livre

“O texto é unicamente um lugar de manipulação consciente, em que o homem organiza, da melhor maneira possível, os elementos de expressão que estão a sua disposição para veicular seu discurso.

O texto é, pois, individual, enquanto o discurso é social”

( Linguagem e Ideologia.São Paulo: Ática,2000)

Inicialmente este encontro teve como mensagem “Um Grande Homem” os Professores Cursistas fizeram comentários transpondo para a realidade a mensagem passada, que no nosso dia-a-dia precisamos encontrar na força de Deus apoio para sustentar nossa vida.

O estudo sobre Texto foi aprofundado com a passagem dos slides “Os Princípios da Textualidade”, “ Construção da Leitura e da Escrita” e “ Gêneros e Tipos Textuais: Considerações Necessárias”.

Foi assistido o vídeo “Dê seu show Professor” onde é perpassada a ideia que o Professor deve ficar atento, com a mente aberta, lidar com a motivação dos alunos na sala de aula, na lição de casa, com “papo cabeça” (entrosamento com os assuntos de interesse do aluno) e no controle usando a Criatividade pois o professor não motiva ninguém mas ele ajuda o aluno a se motivar persuadindo-o de forma simples, clara e objetiva. O Professor tem que conhecer os temas de interesse do educando, conhecer seu público e seu Entusiasmo deve ser contagiante. Ele ainda deve ter Atitude e Preparação, seu Planejamento deve ser organizado, ensaiado se for preciso e que seja flexível, sua liderança tem que ser Reflexiva, Exploratória e que o aluno entenda onde deve chegar.

11º encontro – 18/9/09 – TP5

Oficina 10 – Unidade 19 e 20

Dando início foi passada a mensagem “Seja Feliz”.

Foi realizado comentário das Unidades 19 e 20 da TP5 com o Tema Transversal referente ao Meio Ambiente. Foi feita a leitura do Iniciando Nossa Conversa e reflexão sobre o entendimento onde através da Coerência e Coesão que um texto pode ser definido como uma unidade de sentido e que relações harmoniosas entre as partes garantem sua inteligibilidade, sua compreensão. Seguiu-se o estudo com leitura e comentário do Resumindo das duas Unidades onde os Professores Cursistas puderam exemplificar e sanar dúvidas.

Para aprofundamento com relação ao assunto foi feita a leitura do slide “Coesão Textual” e na sequencia foram vistas questões para avaliar as Produções Textuais onde houve muitos questionamentos pois os Professores têm muita dificuldade ainda em corrigir a produção do aluno, o que vai privilegiar, que estratégias usar nessa avaliação. Acompanharam no datashow os Critérios para avaliação textual para revisão e reescritura com reflexões de como corrigir um texto, para que corrigir o texto do aluno, o que privilegiar na correção textual, que estratégias didáticas o professor deve utilizar para explorar os conteúdos gramaticais do texto.

Na entrega dos Relatórios da Intervenção e na Socialização do Avançando na Prática os Professores Cursistas colocaram que foi realizado trabalhos em grupo, trabalhos individuais, onde foi dado o texto desorganizado, fora de sequência, o Professor precisou ajudar pois os alunos tiveram dificuldade não conseguindo organizá-lo. Colocaram que o fator “tempo” como uma dificuldade para a aplicação do Avançando na Prática pois após o retorno das férias prolongadas devido a Gripe A –H1N1 em seguida houve a Semana da Pátria e Semana Farroupilha que no nosso Estado é muito forte as Comemorações, ainda relacionam escola, conteúdo, avaliações, fechamento de notas separado da Proposta do Gestar II, outros Professores estão conseguindo se adequar a Proposta usando-a em atividades no dia-a-dia em sala de aula, o que muito tem contribuído para o crescimento da aprendizagem do aluno, o gostar em realizar a atividade e a satisfação do Professor com o resultado.


12º encontro – 09/10/09 – TP6

Oficina 11 – Unidade 21 e 22

Este encontro teve início com a distribuição do texto de Rubem Alves “As Tarefas da Educação” onde foi lido e refletido buscando a realidade escolar. O trabalho teve início com a leitura do Iniciando Nossa Conversa das Unidades 21 e 22 e leitura dos Resumindo de cada Seção ajudando assim o Professor Cursista na continuidade do trabalho com gêneros com o estudo da argumentação que corresponde a uma organização textual que tem por finalidade específica convencer ou persuadir o interlocutor a respeito de alguma ideia ou comportamento e uma retomada na Produção Textual, tratando das fases de Planejamento e Escrita.

Como experiência prática foi aplicada uma atividade de Produção Textual de crônica a partir de um trecho do texto de Moacyr Scliar com os Professores Cursistas identificando estratégias relacionadas ao planejamento e à revisão durante a escrita de textos.

Na entrega dos Relatórios da Intervenção e Socializando a Prática alguns Professores escolheram para que o aluno escrevesse um fato inesquecível onde que teriam que defender um argumento, foi realizado o planejamento da argumentação, os alunos reclamaram mas aos poucos foram entendendo a Proposta e se organizaram por etapas respondendo o que estava no roteiro, o Professor atuou junto com os alunos nessa organização, em todas as fases, na correção, na finalização mas mesmo assim apresentaram dificuldade em passar a limpo, cometendo os mesmos erros,com dificuldade na argumentação do que é inesquecível para eles. No geral os educandos têm dificuldades em narrar e argumentar, elaborar partes, montar o texto e no geral em escrever. Essa atividade serviu para que o professor avalie o quanto o trabalho com Produção Textual de diferentes Gêneros vai ajudar o aluno a transpor barreiras na escrita, melhorando assim o seu processo de Ensino e Aprendizagem.

Finalizando esta Oficina foi apresentado no datashow fotos do 2º encontro de Professores Formadores e Coordenadores em Porto Alegre onde foi apresentado os Portfólios dos Professores com trabalhos dos alunos e explicação de como vem ocorrendo as Oficinas, apresentação dos Municípios em Power Point e também sugestões de trabalhos e Projetos apresentados por Professores de outros Municípios o que nos enriqueceu nessa troca de experiências.

13º encontro – 16/10/09 – TP6

Oficina 12 – Unidade 23 e 24

“Se a chamada leitura de mundo se aprende por aí, na tal escola da vida, a leitura de livros carece de aprendizado mais regular, que geralmente acontece na escola.

Mas leitura, quer do mundo, quer de livros, só se aprende e se vivencia de forma plena coletivamente, em troca contínua de experiências com os outros.

(Marisa Lajolo - Folha de S.Paulo, 19 set.1993)

O encontro teve início com a mensagem transmitida no datashow “Gladiador”, onde os Professores Cursistas expuseram comentário relacionado com o dia-a-dia na vida de cada um. Em seguida deu-se continuidade aos estudos com Gêneros abordando a argumentação. Enfatizou-se na Produção Textual as fases de Planejamento, Escrita, Revisão e Edição bem como a Literatura para adolescentes que foi aprofundada na Unidade 24. Foi feita a leitura do livro “Chapeuzinho Amarelo”. A Literatura e a Arte em geral constituem um sistema simbólico de comunicação inter-humana. A Literatura deve ser objeto de Leitura e Escrita desde a pré-escola, assim percebe-se o professor como o sujeito que pode interferir positivamente na aproximação entre leitor e obra.

Para aprofundamento do assunto foi transmitido os slides “Leitura” e “Leitura literária” para leitura e comentários onde refletiu-se sobre o que é Literatura, o caráter estético, o leitor e o texto e domínio discursivo.

Foi passado no datashow a música “Palavras” de Titãs com comentários e em seguida foi compartilhado entre os Professores Cursistas os Livros de Literatura trazidos por eles como “As Aventuras de Pinóquio” de Carlos Collodi, “A Bolsa Amarela” de Lygia Bojunga, “Brim Azul” de Ganymédes José, “Espelho Mágico” de Mário Quintana, “Nuno descobre o Brasil” de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, entre outros, onde foi discutido que sem o público(leitores) não há ponto de referência para o autor.

A Professora Formadora passou no datashow as sugestões de Literatura citadas no Gestar II como os livros: “A Metamorfose” de Franz Kafka, “A Menina que não era Maluquinha” de Ruth Rocha, “A Cidade do Sol” de Khaled Hosseini, “O Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde, “A Marca de uma Lágrima” de Pedro Bandeira e também sugestões de livros para o Professor como “A Psicanálise dos Contos de Fada”, “ Tudo é Linguagem” de Ana Borgatto, Terezinha Bertin e Vera Marchezi, “Era uma Vez...Técnicas Pedagógicas para a Hora do Conto” de Jane Maria Michels e ainda a leitura do livro “Menino Maluquinho” de Ziraldo.

Dando prosseguimento foi passado o vídeo “That’s not my problems?” relacionando com as dificuldades encontradas no dia-a-dia em sala de aula, no meio escolar e na comunidade em geral.

Na Socialização do Avançando na Prática alguns Professores Cursistas trabalharam a gíria onde pesquisaram na internet para saber mais sobre o assunto, se existia gíria em outra época, quando surgiu, trabalharam textos com gíria, relacionaram gírias do meio estudantil e fez vários questionamentos para chegar a Produção Textual. Esse trabalho despertou o interesse dos alunos pois é um assunto de interesse dos mesmos.

Conforme Antonio Candido (1976, p.76), todo escritor depende do público. Considerando a formação de um público leitor, surge o papel da Escola, entre outras instituições, como elemento vital para a sua qualificação. A Escola pode e deve ensinar a escrever. Ler e escrever sobre esta ótica, supõe um processo dinâmico onde a Literatura entra como principal suporte.

14º encontro – 30/10/09

4ª Oficina livre

“Não há uma Língua Portuguesa há Línguas em Português.”

“No fundo não se está a viajar do ponto geográfico mas se está a viajar por pessoas.”

( Frases do filme “Língua, Vidas em Português”)

Neste encontro os Professores Cursistas foram convidados a assistir o filme “Língua, Vidas em Português” que se trata de um documentário de João Ubaldo Ribeiro onde apresenta uma variedade de locais, pessoa e culturas com passagens de onde surgiu a Língua, depoimento de pessoas mostrando sua religiosidade, cultura, moda, música. A estrutura do documentário apresenta falta do narrador em discurso direto, quebra de linearidade mas mantendo a sequência lógica das ideias e pensamentos. Só no Brasil 170 milhões de brasileiros falam a Língua Portuguesa. Vão surgindo depoimentos no Brasil (Rio de Janeiro), Portugal (Lisboa), Índia (Moçambique) de pessoas como Mia Couto (Escritor), Mário Miranda (Ilustrador), Teresa Salgueiro (Cantora) e o contraste entre João Ubaldo Ribeiro (Escritor) que é elite para Martinho da Vila (Cantor) que vem do povo ao status. Aparece ainda outros personagens como o Pregador que é um ex marginalizado que chega a uma mudança de personalidade e atitudes com a pregação através da Bíblia que trouxe elementos novos para a sua fala, não deixando de ser engraçada porque ele incorpora palavras que não são do cotidiano e ele as usa para vender balas em ônibus, tornando-o um homem diferente por sua fala.

Foram feitas anotações das falas dos personagens do filme como: “Falamos a mesma língua mas ela não é falada da mesma maneira”; “Nossa terra, nossa linda terra é filha de Portugal”; “A cultura que passa de boca a boca”; “...outros discursos de saber...outros discursos de sabedoria...”; “Eu penso em Português”;”Língua Portuguesa – corpo espalhado pelo mundo”; “Acho que o mais importante é não esquecer a própria língua” e as falas da mãe e do filho adolescente que moram no “Grande Hotel” abandonado em Moçambique: “O Dinho é a quarta sorte da minha vida”; “Eu tenho agora o fruto, eu não tenho o que dar a esse fruto”; “Eu plantei a árvore e não tenho a água para regar”; “Meu pai vai a caminho de um velho, eu passo a ser pai...e meu pai vai ser meu filho”. Todas essas falas diferenciadas no cotidiano deles para nós nos parece poético.

Essa diferença na Língua apresenta a Cultura de cada povo com suas lendas, identidades, histórias, costumes, crenças, valores e comportamentos o que trouxe elementos para que os Professores Cursistas refletissem um pouco mais sobre a nossa Língua chegando à diferenciação entre a Norma Culta e a Norma Padrão.

15º encontro – 06/11/09 – TP1

Oficina 1 – Unidade 1 e 2

Foi iniciado este encontro com a transmissão de mensagem através de um slide com a música Epitáfio de Titãs e a seguir foi assistido Slide com o Título “Tipos de Variações Linguísticas” e lido um texto de Jô Soares publicado na Revista Veja em 20/Nov/90 com a escrita como se fala.

Realizou-se o estudo da Unidade 1 da TP1 onde foi abordado sobre as Variantes Linguísticas: dialetos e registros com as inter-relações entre Língua e Cultura; os dialetos do Português e os registros do Português o qual foi discutido e lembrado de falas que os alunos, pais e comunidade fazem uso no dia-a-dia e lembrando também dialetos apresentado no filme: “ Língua, Vidas em Português”.

Houve discussão com relação a TP1 que iguala a Norma Padrão da Norma Culta e como o Gestar II trabalha com Teoria Interacionista a TP1 não condiz com a Proposta do Gestar. Foi marcado no livro os parágrafos com essa relação de igualdade e discutida a ideia. Não se pode usar a Norma Culta como Língua Padrão pois a Língua Padrão não carrega a nossa Cultura. A Norma Padrão é usada por um grupo que detém o poder privilegiado no tocante a escolaridade e nível socioeconômico. Ensina-se a Norma Padrão na Escola normatizando a fala do aluno. Os dialetos devem ser trabalhados na Escola para diminuir choques culturais.

Para ilustrar o assunto foi passado o Vídeo “O Matuto no Cinema” e em seguida realizado o estudo da Unidade 2 com Variantes Linguísticas: desfazendo equívocos sobre a Norma Culta, o Texto Literário e Modalidades da Língua onde foi visto que a Norma Culta indica o uso da Língua feito normalmente por determinado grupo, ela é tão eficiente e tão válida quanto qualquer outra, como uma das variantes de dialeto, não é melhor nem pior do que qualquer outra pois ela condiz com a Cultura de um povo e complementando com o slide “Conceitos Linguísticos” dentro das suas variedades, níveis de variações, tipos e competência comunicativa.

Na Socialização do Avançando na Prática usou-se três questionamentos para reflexão:

1) Quais as dificuldades do aluno que estão acontecendo no Avançando na Prática?

2) Quais os critérios de avanço que estou ou vou utilizar?

3) Quais as atividades que geram para o aluno pensar?

No geral os Professores Cursistas consideram a falta de interesse, a distração por parte dos alunos a maior dificuldade para a aprendizagem, eles têm dificuldades em interpretação, em elaborar respostas, usam muito o “sim” e o “não” sem justificativas, não interpretam o que leem sendo preciso que o Professor explique mais de uma vez e na Produção textual usam frases sem ligação e também fogem do assunto. Nota-se em várias atividades proporcionadas dentro do Gestar II a melhora no interesse por assuntos relacionados ao dia-a-dia e também materiais diversificados, levando-os a Produção de Textos com mais gosto e prazer sendo mais positiva a aprendizagem. As atividades com diversidade de Gêneros, as reflexões sobre a própria Língua e valorização da mesma fazem o aluno pensar, se organizar e usar a escrita em suas diferentes funções nas situações sócio comunicativas.

16º encontro – 13/11/09 – TP1

Oficina 2 – Unidade 3 e 4

Linguagem e realidade se prendem dinamicamente.

A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.

(Paulo Freire)

Dando início a este encontro foi distribuído o texto “O Voo da Águia” onde os Professores refletiram a mensagem do mesmo. Foi assistido o vídeo “Só Nordestino entende” e “Como o brasileiro elogia a sua mulher” fazendo uma retomada do encontro anterior sobre os dialetos.

Esta TP tem como Eixo Temático a Ética, foi realizado o estudo da Unidade 3 que tem o texto como centro das experiências no ensino da língua, refletiu-se sobre o que é o texto, por que trabalhar com textos e os pactos da leitura. Foi passado o slide “Noções de texto” com intervenções sobre o assunto. Seguimos acompanhando o estudo dentro de cada Seção com ênfase ao Resumindo. Foi passado no datashow o livro “Zoom” enquanto os Professores Cursistas iam interpretando oralmente cada parte.

Na Unidade 4 aprofundamos o estudo da Intertextualidade assistindo o slide : “Intertextualidade” e “Intertextualidade na propaganda” vimos a Intertextualidade como um diálogo entre os textos, as várias formas de intertextualidade e o ponto de vista o qual foi bastante discutido.. Foi assistido o slide “Leitura”, a leitura é o meio de que dispomos para adquirir informações e desenvolver reflexões críticas sobre a realidade e essas informações submetidas à reflexão crítica são indispensáveis à Produção Escrita.

Na entrega dos Relatórios da Intervenção e na Socialização do Avançando na Prática os Professores Cursistas realizaram trabalhos diversificados, foi feito um trabalho onde os alunos anotaram a fala das pessoas mais velhas, levaram para a sala de aula coisas do dia-a-dia como não se envolver com violência, com drogas, a importância do estudo, fizeram comparações de como se fala hoje, de como as coisas são hoje e que antigamente não era assim, citaram exemplos de pessoas da redondeza, refletiram, escreveram, fizeram trabalho em grupo entre outros. Os alunos participaram bem da atividade pois foi bem variada com reflexões, comparações e por que eles trouxeram o conteúdo a ser discutido.

A leitura de textos, feita adequadamente, permite-nos desprender esquemas e formas da língua escrita, língua essa, que tem normas próprias, diversas daquelas da língua falada.

17º encontro – 20/11/09 – TP2

Oficina 3 – Unidade 5 e 6

Este encontro teve início com a leitura da mensagem “Certeza” de Fernando Sabino. Foi dado orientações para a entrega do Projeto no próximo encontro que será o penúltimo bem como todos os Relatórios da Intervenção que devem estar em dia.

Para refletir o que os comerciantes escrevem em placas, paredes, propagandas e absurdos que os alunos escrevem na sala de aula foi passado no datashow vários slides em que os Professores Cursistas lembraram de outras situações vistas na sua comunidade e que os alunos escrevem muitas vezes sem atenção ou mesmo por hábito errado na aprendizagem.

Realizou-se um estudo geral das Unidades 5 e 6 dando ênfase as anotações que os Professores fizeram e ao Resumindo com comentários sobre o tema. Foi transmitido no datashow o slide “Texto: Linguagem Interação” e leitura do texto “Osarta que é um trecho de uma obra muito premiada no Brasil e exterior: “A casa da madrinha, de Lygia Bojunga onde foi realizada a reflexão sobre a realidade que os Professores enfrentam na sala de aula , os tipos de planejamento que ele elabora, como é que se trabalha com o aluno, em que ponto o aluno começa a inviabilizar o discurso do professor, por que o professor ensina tanto e o aluno não aprende e uma gama de conteúdos que estão fora do contexto da realidade do aluno. Em seguida foi passado o vídeo com a música “Another Brick in the wall” do Pink Floyd, o vídeo é muito antigo mas ao mesmo tempo reflete um pouco a escola que ainda temos com professores que pararam no tempo, que não aceitam mudanças, com sistema rígido sem dar importância com a bagagem trazida pelo aluno em sua vivência; refletiu-se um pouco da importância do professor ser flexível em seu planejamento e valorizar o aluno em sua essência.

Dando continuidade foi assistido o slide “Conceitos de Leitura” e “Gênero Literário e não Literário” com explicações e inferências pela Professora Formadora e contribuição do grupo.

Foi realizada a entrega dos Relatórios da Intervenção e a Socialização do Avançando na Prática onde foi feito trabalhos de leitura de frases, textos em caixinhas, frases e texto sem pontuação usando várias entonações na leitura com interpretações de raiva, calma, alegria com reflexão da importância de uma boa leitura para a compreensão do texto.

Os processos de leitura podem ser mais proveitosos quanto mais caminhos os alunos tiverem percorrido. As produções podem aprimorar-se na medida em que são incorporadas aos textos escritos.

18º encontro – 27/11/09 – TP2

Oficina 4 - Unidade 7 e 8


“Escrever é expressar-se.

Escrever é lembrar-se.

Uns escrevem para salvar a humanidade ou incitar lutas de classes, outros para se perpetuar nos manuais de literatura ou conquistar posições e honrarias.

Os melhores são os que escrevem pelo prazer de escrever.”

(Ledo Ivo)

Este encontro teve início com a mensagem slide “Arco-íris” e em seguida realizado o estudo da Unidade 7 onde aborda a Arte em suas formas e funções, cotidiano, classificação e suas características dando ênfase às leituras sugeridas. Foi transmitida no datashow o slide “Arquitetura de Brasília” e “Arte” com seleção de imagens variadas de expressões artísticas.

Na Unidade 8 debateu-se sobre a Linguagem figurada na sua expressividade da linguagem cotidiana, figuras e linguagem literária e elementos sonoros e sintáticos da expressividade com estudo detalhado de cada Seção.

Os Professores Cursistas ouviram a música “Salão de Beleza” e após o slide com a mesma música onde fizeram análise da mesma percebendo que a arte está em todo lugar, o tempo todo, onde o antigo marca nossa identidade e a arquitetura como passagem do tempo. Foi assistido no datashow o documento “O que é Literatura?” onde Literatura supõe transcrição da realidade com sensibilidade, expressão do pensamento de uma época, desautomatização (palavra usada por muitos autores – Literatura – sai da automatização) da linguagem, forma de expressão e arte da expressão escrita.

Dando prosseguimento ao estudo da Arte e suas funções foi passdo o slide com o texto “Eu etiqueta” de Carlos Drummond de Andrade e foi refletido sobre o que é uma etiqueta e a que etiqueta se refere o texto.

Para ilustrar o assunto foi passado o slide “Museu de Louvre” e a música “Traduzir-se” de Raimundo Fagner (...Uma parte de mim é só vertigem, Outra parte linguagem, Traduzir-se uma parte noutra parte... Será arte? Será arte?) onde foi comentado realizando uma interpretação oral da letra.

Na Socialização do Avançando na Prática os Professores Cursistas usaram de criatividade trabalhando com diversidade de atividades como leitura de poesias, expressão corporal, canto, falando, dramatizando, trabalhando com duplas em leitura com expressão, entonação, mímicas, interpretação com sons e ficou a sugestão para assistirem com os alunos o filme “Vermelho como o céu”.


19º encontro – 04/12/09

Oficina avaliativa

Para iniciar este encontro foi escolhida a mensagem “As sete maravilhas do mundo”.

Na primeira parte deste encontro foram apresentados os Projetos trabalhados em cada Escola envolvida no Projeto Gestar II, os Professores Cursistas socializaram uma diversidade de temas como a Cultura afro-brasileira que atingiu as matérias de Artes e Português onde foi lido livros de lendas, explicação aos alunos, estudo com imagens, realização de histórias em quadrinhos e expressão oral e escrita. O tema da Campanha da RBS TV – Crack nem pensar foi bem trabalhado em Projetos com leitura de textos na internet, jornais, panfletos, imagens, os alunos assistiram palestras, fizeram cartazes e teatro. O tema Poesia Gaúcha(Tradicionalista) e Culinária foi integrada às aulas de Artes, História, Geografia e Português com estudo de palavras e gírias gauchescas, estudo da origem dos termos onde o termo “churrasco” é africano, leitura de textos, poesias, elaboração de poesias e danças com apresentações, fizeram na sala de aula com fogareiro um carreteiro de charque. Com o tema Um precisa do outro a Professora trabalhou questões para elevar a auto-estima dos alunos, levou vários textos reflexivos e realizou técnicas de integração em grupos diferenciados onde percebeu-se que havia colegas que nunca tinham convivido na sala. O Projeto Leitura em pequenas doses com o objetivo de despertar o gosto pela leitura teve a organização de 36 textos e com duas perguntas para confirmar a leitura pois alguns alunos não gostavam de ler e faziam de conta que liam, os textos foram retirados de livros e da internet, foram escolhidos com a intenção de reflexão, para que gostassem da leitura, sentissem prazer ao ler e a leitura foi feita em ambientes diferenciados dentro da Escola. No Projeto sobre Poesia a Professora usou o tema Exclusão Social, os alunos são assíduos à Biblioteca, gostam de ler, a Professora sempre pergunta sobre os livros que leem, eles comentam a história, apreciam a poesia e livros com mistério; com o texto “Bicho” de Manuel Bandeira e a música “Pivete” de Chico Buarque trabalhou ainda a leitura, desenho, quadrinhos, visita à Biblioteca, procura de outros textos com o tema, reflexão, dramatização e declamação. Com Gêneros textuais variados a Professora organizou material de publicidade onde os alunos produziram diferentes trabalhos de Produção textual e fizeram reflexão do uso de cada gênero a que se aplica. Em uma Escola da Zona Rural foi trabalhado com a sétima série a criação de um Jornal com o nome de “Ottinho”, levou para a sala materiais impressos como jornal Zero Hora, a Tribuna com notícias da cidade e Primeira Hora que tem distribuição gratuita, foram vistas as matérias, reportagens, notícias, editorial, esportes e explicou como se faz cada seção de um jornal,; foi realizado sorteio de duplas, pesquisa de assuntos dentro da Comunidade, resolveram o que escrever ficando assuntos como eleição de diretor na Escola, cultura do fumo, Gripe A, economia da região, editorial, horóscopo, receita, desenho, quadrinhos e assuntos da Comunidade e o lançamento do jornal onde cada dupla vendeu três unidades com uma tiragem de 60 jornais em edição única. Com dificuldade em que os alunos lessem o Projeto com o título “Leitura, uma oportunidade para crescer” a Professora levou os alunos à Biblioteca Escolar e com diferentes livros à sua disposição foi feito resumo e apresentado no saguão da Escola aos colegas de outras turmas com o uso de cartazes e desenhos como propaganda do livro. Os Projetos bem variados em seus temas proporcionaram a integração e a socialização dos alunos buscando uma leitura mais dinâmica e prazerosa com produções escritas mais significativas onde o Professor ficou satisfeito com os resultados obtidos.

Na Avaliação do Programa Gestar II em nosso Município os Professores Cursistas colocaram que os encontros foi de reaprender, de se reciclar, o material distribuído é excelente tanto das atividades práticas quanto a teoria para aperfeiçoamento e que o ideal seria um ano de curso bem distribuído com maior tempo para aprofundamento, o curso deu uma “injeção” de ânimo pois muitas vezes o Professor vai se acomodando na sua rotina e é mais fácil não se desestabilizar, mas tiveram oportunidade de rever alguns conceitos onde atividades motivadoras e de interesse dos educandos revertem em melhor resultado. Os alunos têm muita dificuldade em produzir textos, interpretar e argumentar mas com a produção de textos em diferentes gêneros abriu-se um leque de possibilidades para que o aluno escreva, pois materiais variados estão disponíveis no nosso cotidiano, o uso da Biblioteca e da Informática como instrumento de auxílio trazendo bons resultados sendo a Proposta do Gestar como uma nova oportunidade de dar sentido ao aprendizado.

Galeria de Fotos

Oniva Marques Florisbal

terça-feira, 22 de setembro de 2009

RELATÓRIO GESTAR II - 05/5/2009 - PDE - 1º ENCONTRO
PROGRAMA GESTÃO DE APRENDIZAGEM ESCOLAR
LÍNGUA PORTUGUESA
ABERTURA DO PROGRAMA



“Esta é uma declaração de amor; amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e reagir às vezes com um pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa do superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.”
(Clarice Lispector)

Com o objetivo de colaborar com a melhoria do processo ensino-aprendizagem dos alunos na área de Língua Portuguesa; contribuir para o aperfeiçoamento da autonomia do professor na sua prática pedagógica; permitir ao professor o desenvolvimento de um trabalho baseado em habilidades e competências aconteceu no dia 05/5/09 a Abertura Oficial do Programa Gestar II no Município de Camaquã.
O primeiro encontro ocorreu no Auditório Zilda Maria Azambuja na Secretaria Municipal de Educação com a presença dos professores cursistas da área de Língua Portuguesa, Supervisora da Secretaria Municipal de Educação Profª Giane Gouveia, Coordenador Gestar II Profº Kim Amaral Bueno, professora formadora Oniva Marques Florisbal, Supervisoras da Secretaria e Secretário Municipal de Educação Profº Jorge Alberto Jardim.





Neste encontro foi apresentado por explanação e no datashow o Programa Gestar II com todas as explicações necessárias ao entendimento da proposta e respondidas as dúvidas surgidas.
Foi realizada a apresentação do vídeo “Saber e Sabor” onde os professores puderam fazer colocações de ideias sobre Educação muito bem abordada no vídeo. Os professores cursistas colocaram sobre a importância da aproximação com os alunos para um melhor desenvolvimento do trabalho em sala de aula; preocupação de hoje que sobressai mais a qualidade do que a quantidade; a maneira como ainda hoje ocorre aula apegada ao conteúdo, gramática, livro didático e o desafio dos professores em adotar uma maneira diferente, prazerosa de trabalhar com os alunos.
Nessa oportunidade o Secretário Municipal de Educação deu as boas vindas a todos e tomou a palavra relacionando conteúdos programáticos, aprendizagem e conhecimento, citou Paulo Freire onde ensinar não é engolir conteúdos, é degustar; não se deve ensinar aos alunos a resposta, mas se deve ensinar a pensar.


Nesse processo de formação do Gestar II a Formação Continuada dependerá da expectativa e necessidade dos professores cursistas.



RELATÓRIO GESTAR II – 08/6/09 - PDE - 2º ENCONTRO
PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
LÍNGUA PORTUGUESA
Informações Gerais


Este encontro teve início com a entrega de uma mensagem (cartão) com bis aos professores cursistas, foi distribuído o texto “Temos escolha” de Martha Medeiros e realizada uma reflexão acerca do assunto onde o grupo de professores manifestou-se de maneira interativa complementando idéias.
Foi realizada a entrega de todo o material do Gestar II, os professores cursistas manusearam o material e em seguida foi explicado pela professora formadora Oniva Marques Florisbal como trabalhar com os TPs. Após toda a explanação quanto ao material foi explicado sobre a avaliação do professor cursista e que prazos devem ser respeitados como parte da avaliação. Foi falado sobre a proposta metodológica onde o campo conceitual deve ser trabalho conectado com o dia-a-dia construindo um currículo em rede, levando em conta que uma situação- problema permite explorar uma multiplicidade de conceitos, fazendo que o conhecimento trabalhado pela escola esteja mais próximo dos modelos da vida real e explicação sobre o desenvolvimento do Gestar II em Língua Portuguesa.



A ideia do Gestar é pesquisa, investigação, saber o que aconteceu, perceber onde está o problema e fazer a intervenção.
Neste encontro os professores cursistas receberam a orientação para o estudo, aplicação da prática e relatório a ser entregue no próximo encontro e o Calendário do Curso, onde dúvidas foram sanadas.



RELATÓRIO GESTAR II – 19/6/09 - PDE - 3º ENCONTRO
PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
LÍNGUA PORTUGUESA
1ª Oficina livre




Ai, palavras, ai, palavras,
Que estranha potência, a vossa!
Ai, palavras, ai palavras,
Sois de vento, ides ao vento,
No vento que não retorna,
E, em tão rápida existência,
Tudo se forma e se transforma!
(Cecília Meireles)

Este encontro teve início com música lenta suave onde os professores cursistas foram convidados a formar um grande círculo e treinar passos da “Dança da Vida” (2 passos direita, 2 passos a frente, 2 passos para trás e 1 passo para a esquerda). Após concentração foi colocada uma música compassada e todos começaram a dança em círculo, foi feita a proposta de fecharem os olhos enquanto dançavam. Ao término, cada professor cursista disse seu nome, escola que trabalhava e falou algo espontaneamente.




Na sequência foi passado no datashow um vídeo relacionado “Menino indiano” onde foi feita a reflexão da mensagem contida. Os professores cursistas bem comunicativos colocaram muitas ideias e complementaram a reflexão buscando exemplos na Educação e experiências da sala de aula onde atuam. A professora formadora Oniva Marques Florisbal explanou que esse filme e a dança anterior demonstraram bem a proposta do curso, onde todos vão estar trabalhando juntos, tendo algumas dificuldades mas encontrando a melhor maneira de solucionar os obstáculos com o objetivo de desenvolvimento da Educação em nossas escolas.
Em seguida foi organizado sete grupos e entregue um envelope com diferentes gêneros textuais (artigo de revista, artigo de jornal SP, artigo de jornal MS, folhetos explicativos, míni revista...) referentes ao eixo temático “Meio Ambiente”. Leitura dos textos e discussão dos gêneros textuais. Projeção no datashow de atitudes ecologicamente corretas; proposta para que o grupo após análise dos textos e relação com as atitudes ecologicamente corretas realizassem um gráfico apontando o assunto escolhido no eixo temático “Meio Ambiente”. Apresentação dos trabalhos pelos grupos de professores cursistas.




Os trabalhos apresentados foram elaborados partindo da leitura de gêneros variados e houve a reflexão acerca do assunto e de que maneira chegaram a finalização do seu gráfico e relacionando ao cotidiano de cada um.





Foi dada as orientações para o próximo encontro e salientado a importância do processo avaliativo do Curso.




RELATÓRIO GESTAR II – 26/6/09 - PDE - 4º ENCONTRO
PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
LÍNGUA PORTUGUESA
Oficina 5 – Unidade 9 e 10 – TP3



Escrever é estar no extremo
de si mesmo, e quem está
assim se exercendo nessa
nudez, a mais nua que há,
tem pudor de que outros vejam
que deve haver de esgar,
de tiques, de gestos falhos,
de pouco espetacular
na torta visão de uma alma
no pleno estertor de criar.
(João Cabral de Melo Neto)

Nesta Oficina foi abordado os estudos realizados dos Gêneros Textuais nas unidades 9 e 10 da TP3. Foi distribuído o texto: “A moça tecelã” onde o grupo de professores cursistas refletiu sobre a mensagem e analisou o gênero do mesmo. Em seguida os professores foram desafiados a escreverem em uma folha colorida um pensamento que norteasse a sua vida, os pensamentos foram sendo colocados no mural, refletiu-se de como foi colocado, o que foi pensado e de que maneira iriam reorganizar pensando em conjunto. A reflexão deu-se a partir desse trabalho coletivo, pois é pensando em conjunto que iremos trabalhar até o final do Curso.




Foi realizada explanação e leitura dos principais temas das unidades com o eixo temático Trabalho.
Foi passado no datashow Gêneros e Tipos Textuais com explicações e os professores cursistas puderam fazer inferências, perguntas e buscar esclarecimentos.
Na Socialização do Avançando na Prática houve a participação de todos os professores cursistas onde aplicaram com os alunos atividades diversificadas relacionadas aos textos com o eixo temático Trabalho; os alunos produziram receitas, biografias, entrevistas com pessoas da escola, paródias, textos, cartazes, mensagens, anúncio. Os professores cursistas acharam que as atividades foram muito produtivas, foram aplicadas em turmas de todos os níveis das séries finais, alguns alunos com muitas dificuldades na aprendizagem e escrita, incentivaram-se na produção de seus textos, outros professores levaram biografias de outros autores, livros, textos literários sobre o assunto, uso do dicionário, uso do laboratório de informática, trabalho em grupo, imagens... Os professores conseguiram reflexões acerca da valorização do trabalho feminino, resgate de valores com relação ao trabalho, gosto pela produção realizada.
Roland Barthes afirmou, certa vez, que o verbo escrever, podia ter diferentes significados. Quando quem escreve é um escritor , trata-se de um verbo intransitivo: escreve pelo prazer de escrever, e as palavras utilizadas têm mais peso do que a informação contida no texto literário. Quando quem escreve não é um escritor, o verbo passa a ser transitivo, e o que importa são os dados transmitidos, nesse caso, Barthes fala de pessoas que escrevem .
Os professores devem propiciar um encontro adequado entre os alunos e os textos para que eles sejam “pessoas que escrevem” para que, quando necessário, possam valer-se da escrita com adequação, tranquilidade e autonomia.








RELATÓRIO GESTAR II – 03/7/09 - PDE - 5º ENCONTRO
PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
LÍNGUA PORTUGUESA
Oficina 6 – Unidade 11 e 12 – TP3




“Escrever é produzir conhecimento:
Ensinar a escrever é inserir o aluno
na produção histórica do conhecimento.”
(Paulo Coimbra Guedes)
(Jane Mari de Souza)

No estudo da Unidade 11 e 12 da TP3 deste encontro foi lido os objetivos de cada seção situando os professores cursistas no estudo realizado em casa. Foi passado no datashow textos diversos de Mário Quintana para reflexão. Foi realizada uma técnica para a formação de 6 grupos e distribuída cada seção para leitura e após cada grupo apresentou o tema da seção. Foi passado no datashow o resumo Tipos Textuais com comentários e após os professores cursistas relataram sobre o uso de diversidade textual em sala de aula. O espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos de ação social, adequado à situação comunicacional para a qual foi produzido.
Usando embalagens diversas em um envelope de presente os professores cursistas foram convidados em dupla a retirar um objeto e elaborar uma propaganda com o objetivo de vender o produto usando um texto, verso, poesia, cartaz, panfleto, música ou outro gênero e após apresentar ao grande grupo.




Os professores receberam um gráfico com os gêneros textuais na fala e na escrita para que possam se orientar na evolução do trabalho com gêneros.
Foi distribuído aos grupos 1 envelope com imagens diversas para que cada grupo elaborasse uma história. A cada imagem retirada se formava uma frase que poderia ficar em aberto ou não, devendo ser ligadas por elementos conetivos. Leitura das histórias produzidas para o grande grupo.




Na Socialização do Avançando na Prática foi realizada uma reflexão sobre o que precisava ser melhorado no Curso e o que estava dando certo. Os professores cursistas estão encontrando dificuldades às vezes na realização das atividades devido ao espaço de tempo de uma semana a outra mas ao mesmo tempo avaliam as atividades que os alunos estão realizando de maneira prazerosa e estão se surpreendendo com as produções dos mesmos. Foram aplicados textos como: descrição, entrevista, texto publicitário, crônicas, cartaz e os alunos produziram descrição de um amigo, texto, cartaz, comentário escrito, receita, parágrafo narrativo de acordo com a preferência, assunto e idade dos alunos. Na escrita de alguns textos os professores perceberam a dificuldade dos alunos em formularem ideias, de escreverem como falam e fazerem repetições.
Houve discussão com relação a correção dos trabalhos dos alunos onde uma professora cursista achou que como a turma tem muita dificuldade para escrever não deveria corrigir pois eles escrevem como falam, outros professores disseram que aos poucos têm que haver a correção pois a função da escola é ensinar a norma culta. Foi dado sugestões pela professora formadora de como produzir textos em conjunto e ir fazendo correções e ampliação do mesmo para que os alunos possam escrever mais e melhor. Trabalhar com exemplos de fala do dia-a-dia e passar para a escrita fazendo comparações, entre outros.
No ato de escrever, todos os alunos devem aprender a escrever todos os tipos de textos, o professor conduz discussões, orienta reescritas de textos, avalia textos seguindo critérios claros e estabelecidos, enfim, ensina a escrever para produzir conhecimento.
Ensinar a escrever é uma tarefa de uma escola disposta a olhar para a frente e não para a repetição do passado que nos trouxe à escola que temos hoje: trabalhar com o texto implica trabalhar com a incerteza e com o erro e não com a resposta certa, porque escrever é produzir e não reproduzir velhas certezas, pois certezas nos deixam no mesmo lugar: é o erro que nos leva na direção do novo.